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Zé Campeiro

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INTÉRPRETE
DA MÚSICA
SERTANEJA

Luiz Rodrigues da Silva

Luiz Rodrigues da Silva, o Zé Campeiro, nasceu na cidade de Cristina, no sul de Minas Gerais, em 17 de março de 1930. Seus pais, Pedro Rodrigues da Silva e dona Quitéria Ana de Jesus eram colonos da fazenda da Pedra Branca onde Luiz, caçula de oito irmãos, viveu até completar 12 anos.

Desde a mais tenra idade, o menino Luiz já mostrava aptidão com os instrumentos musicais. A mãe tocava acordeom e o menino encantou-se pela sanfona, que aprendeu a tocar apenas observando a mãe. Além disso, era dono de uma voz afinada e melodiosa. Tais atributos também eram notados em seu irmão Domingos, dois anos mais velho. O talento herdado da mãe e incentivado pelo pai levava os meninos a apresentarem-se nas festas da fazenda, cantando os famosos desafios que animavam as noites. Assim começou uma carreira profetizada por um colono que disse certa feita:

“Pedro, seus meninos serão cantores.”

No ano de 1942, após o falecimento da mãe e o segundo casamento do pai os meninos, que não se deram bem com a madrasta, tiveram que sair de casa em busca de recursos. Aos doze anos de idade, Luiz e seu irmão Domingos puseram a sanfona nas costas e saíram de fazenda em fazenda, de cidade em cidade, apresentando-se aqui e ali para sobreviverem. O primeiro conjunto de instrumentos, violão e viola, foi ofertado aos meninos pelo Sr Leolino Torres, avô do famoso médico itajubense, Dr. Renato Ribeiro Torres, que reconhecendo o talento dos garotos resolveu ajudá-los a alavancar a carreira. Assim, com Luiz tocando viola e Domingos tocando violão, formou-se a dupla caipira Zé Campeiro e Campeirinho.

Em 1948, os irmãos decidiram mudar para Itajubá, Domingos iria trabalhar na Fábrica de Armas (hoje IMBEL). Em suas apresentações para o pessoal da fábrica eram sempre incentivados a seguir a carreira musical, levados para apresentações em rádios, circos e festas. Em 1951, mudaram-se para Ouro Fino, Minas Gerais, onde estava nascendo a Rádio Difusora Ourofinense e havendo um concurso de violeiros. Vencedores do concurso, os meninos ganharam um novo conjunto de instrumentos e um contrato de um ano com a emissora. Ao término do contrato com a rádio, a dupla foi apresentar-se no Circo Internacional que estava na cidade. O dono do circo ficou tão encantado com os meninos que resolveu levá-los com a caravana pelo Brasil afora. No entanto a vida itinerante e a distância dos irmãos e da terra natal os trouxeram de volta a Ouro Fino onde conheceram o empresário da dupla caipira Tonico e Tinoco. Convidados para ir para São Paulo fazer as aberturas dos Shows da famosa dupla os meninos recusaram, pois, àquela época faziam enorme sucesso, lotando casas de espetáculos, cinemas e circos. Entretanto a dupla fez uma turnê a São Paulo onde se apresentou com artistas famosos do rádio e foram apadrinhados por Tonico e Tinoco. Foi quando gravaram o primeiro disco em 78 rotações, no Rio de Janeiro. O disco teve boa vendagem, mas os meninos, por medo de saírem do interior e viver em São Paulo, decidiram permanecer em Itajubá.

Essa foi a época de ouro da carreira, muitos contratos com rádios, casas de espetáculos, circos, concursos, muitas namoradas, roupas bonitas, instrumentos novos. Músicas de sucesso.

Em 1955, Zé Campeiro casou-se com Dona Hilda, filha de José Furquim, próspero comerciante itajubense. Domingos também se casou no ano seguinte, porém, não foi feliz em sua união e se entregou à bebida, o que ocasionou o fim da dupla.

Após a separação, Zé Campeiro começou carreira no rádio como apresentador. Atuando na Rádio Itajubá, apresentava o matutino Arraial do Zé Campeiro que tornou-se o programa mais famoso do rádio em Itajubá e região. Zé campeiro tornou-se conhecido em todo o sul de minas, vale do Paraíba, entre outros. Onde chegava a rádio Itajubá o povo conhecia e reverenciava Zé Campeiro. O sucesso foi tão grande que o apresentador ganhou também o vespertino Recanto Sertanejo e Na beira da Casa Grande e assim, viu sua popularidade atravessar fronteiras e espalhar-se pelo Brasil.

Durante o período de sucesso no rádio, Zé Campeiro formou novas duplas com novos parceiros, sendo elas: Zé Campeiro e Heleno, Zé Campeiro e Ramiro, Zé Campeiro e Campeirinho Junior, seu sobrinho, Zé Campeiro e Zé Paixão, Zé Campeiro e Natalino, Zé Campeiro e Luizinho, Zé Campeiro e Delgado, Zé Campeiro e Pedroso e finalmente Zé Campeiro e Rosano, seu último parceiro.

Da parceria com Zé Paixão resultou o disco Missão de roceiro, pela gravadora continental, com grande sucesso no meio sertanejo. Também obtiveram sucesso “O Sul de Minas canta para o Brasil”, O compacto “Mulher do Tião”, entre outros dezesseis long plays e CDs.

Radialista, cantor e compositor de mais de 600 letras e melodias, na década de 1980 Zé Campeiro inaugurou, também em Itajubá, O Forró do Zé Campeiro. Casa de shows e divertimentos que ficou ativa por 25 anos, trazendo entretenimento e alegria à população itajubense. Promoveu festivais com a presença de importantes nomes da música sertaneja como Belmonte e Amaraí e Tião Carreiro e Pardinho. Apresentou eventos municipais de grande importância como shows na exposição agropecuária, festivais sertanejos e programas de televisão, levando o nome de Itajubá para todo o Brasil. Recebeu prêmios e homenagens significativas, entre elas Moção Honrosa da Câmara de Vereadores de Itajubá, homenagem da prefeitura de Itajubá na gestão de Dr. Jorge Moallem, além de seu nome para denominar a Concha Acústica da Praça Theodomiro Santiago. Um acervo de 256 troféus e inúmeras medalhas e diplomas de honra ao mérito compõem sua sala de música.

Do seu casamento com D Hilda, que durou até sua partida, vieram quatro filhos: Celeste, enfermeira e cantora, Marina, professora, Renata, enfermeira e Luiz Guilherme, motorista e tocador de viola. Seus netos: Juliana, no céu com ele, Luís Ricardo, advogado, Thays, enfermeira, Olívia, médica veterinária e Maria Fernanda, estudante.

Morador do bairro do Cruzeiro, em Itajubá, há mais de 60 anos, criou e formou seus filhos morando sempre na mesma rua, em sua casinha simples, porém aconchegante, onde sempre imperou a alegria da música e a poesia das canções. Devoto de Nossa Senhora das Graças, sempre se orgulhou muito em ser vizinho de sua igreja e, perguntado certa feita se desejaria se mudar de bairro respondeu que queria viver em sua casa até o último dia de sua vida. E assim se fez.

Zé Campeiro foi um desses homens de sensibilidade ímpar. Nunca usou de sua arte para enriquecer, nunca fez de seu talento meio para ser superior perante os outros. Sempre com muita humildade e alegria ele cantou a vida e viveu para o seu cantar. Seu amor pela música e a alegria de suas platéias o fizeram viver feliz por mais de oito décadas e é através de sua arte e de suas platéias que ele permanecerá vivo em nossa memória.

Em nove de fevereiro de 2015 a viola emudeceu. No entanto, a dor de não ouvir mais seus acordes faz-se suportável na medida em que vemos os itajubenses valorizarem o nome de Zé campeiro como um filho ilustre de Itajubá, cidade que amava tanto. Na ocasião de sua morte o Sr. Rodrigo Marques, expressivo jornalista de nossa cidade, escreveu

“… Não havia na região nenhum artista do mundo da música caipira tão conhecido e adorado pelo povo das fazendas – fosse o peão boiadeiro, fosse o patrão fazendeiro – como Zé Campeiro… que deixou seu nome gravado na memória de nosso povo”.

A iniciativa da Academia Itajubense de História em homenagear e registrar o nome de Zé Campeiro na história desta cidade vem coroar com honra sua trajetória e encher de orgulho seus descendentes hoje e em muitas gerações. Nosso mais significativo agradecimento a todos os senhores pela sensibilidade em reconhecer o homem, o artista e sua contribuição para a arte e a cultura de nosso lugar!

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Desde a mais tenra idade, o menino Luiz já mostrava aptidão com os instrumentos musicais. A mãe tocava acordeom e o menino encantou-se pela sanfona, que aprendeu a tocar apenas observando a mãe Além disso, era dono de uma voz afinada e melodiosa.


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